Wednesday, September 12, 2007

O poeta Dinis fez tudo o que quis

Fundou o concelho e morreu poucos meses depois. Foi assim que a saga começou.

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Dois poemas d’el Rei

Ai, flores, ai, flores do verde pino

— Ai, flores, ai, flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
           Ai, Deus, e u é?

Ai, flores, ai, flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
           Ai, Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo?
           Ai, Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi à jurado?
           Ai, Deus, e u é?

— Vós me preguntades polo vosso amigo?
E eu ben vos digo que é sano e vivo.
           Ai, Deus, e u é?

Vós me preguntades polo vosso amado?
E eu ben vos digo que é vivo e sano.
           Ai, Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é sano e vivo
e seerá vosco ante o prazo saido.
           Ai, Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é vivo e sano
e seerá vosco ante o prazo passado.
           Ai, Deus, e u é?

              ”"”"”"”"”"”"”"”"”"

 Non posso eu, meu amigo

— Non posso eu, meu amigo,
con vossa soidade
viver, ben vo-lo digo;
e por esto morade,
  amigo, u mi possades
  falar e me vejades.

Non posso u vos non vejo
viver, ben o creede,
tan muito vos desejo;
e por esto vivede,
  amigo, u mi possades
  falar e me vejades.

Nasci em forte ponto;
e, amigo, partide
o meu gran mal sen conto,
e por esto guaride,
  amigo, u mi possades
  falar e me vejades.

— Guarrei, ben o creades,
senhor, u me mandades.

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Posted by jose santos at 00:35:32 | Permalink | Comments (2)